terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Efemeridade contínua....

Quem nasceu ou mora no ES, já está mais que acostumado com as lojas, boates, e qualquer outro comércio, que não ficam abertos por muito tempo.

Qual será o motivo? A falta de competência do admistrador/proprietário, dos clientes que "enjoam", ou outros?

Não precisa ser muito "inteligente" ao saber se uma casa noturna ou loja "vingará" por muito tempo. Por exemplo, lembram do Wall Street? Até que durou... Mas continuaram na mesmice, e outras casas noturas em Vitória foram abertas. E o público parece ser o mesmo... O que aconteceu? Não sei o motivo, mas enfim, foi vendido e quem comprou, abriu o "Allure".
Fui convidada para uma noite de degustação de drinks então, no novo local, (se é novo nome, você espera que o local seja novo, mesmo que seja no endereço já conhecido). Só que, quando adentrei ao local, vi que não mudaram nem o papel de parede. Não mudaram nadica, somente o nome. Ué, se eu quero uma casa nova, com nome novo, no mínimo iria mudar toda estrutura do lugar e fazer algo diferenciado...
Mas não... Quem comprou, sei lá por qual motivo, achou que daria certo só mudando o nome. (Isto é, não entende nada de marketing).
O valor dos drinks? Eram caros! O povo do ES (capixabas ou não), não curte pagar caro em lugares que já existiriam. Pagar caro, paga-se fora do Estado ou em alguma casa nova, diferente do ja conhecido. Será que quem "montou" o Allure não percebeu isso? E quando me perguntaram o que eu achei do local, disse na lata: Não dura um ano! Pois bem, não durou 6 meses.... FECHADO!

Aí que um grupo novo (de jovens investidores), investiu pesado na casa chamada "Spaço Mahalo". Aí sim... Um diferencial, novidade, num local que ninguém havia feito comércio, que ficou muito bonito por sinal. Eles queriam atingir o público com maior poder aquisitivo. Muitos adoraram a novidade, e sim, é bem frequentado. Só que, infelizmente, será mais uma casa que não vai ter durabilidade. O motivo?
Para se abrir uma nova casa, o retorno financeiro demora no mínimo 2 anos, portanto, quem investe, "monta o negócio", precisa ter um capital de giro para aguentar as despesas e trazer novidades que o público do ES gosta. Mas parece que, todo dinheiro investido, foi para o local, e agora, sem uma reserva de caixa, estão sem condições de levar a frente um projeto tão bacana. (As línguas de Vitoria, que não são tão más, dizem que eles já devem meio mundo). Tinha tudo para dar certo....
Talvez, tiveram uma péssima assessoria financeira, contábil, e ou não deram ouvidos às pessoas que já conhecem bem o mercado capixaba. Enfim, aguardem o bafafá, mas a qualquer hora, iremos "ouvir" que o Mahalo fechou.

E o Club de France?! Chegou com toda pompa... Inauguração super badalada, trouxeram a Maria Fernanda Cândido. Um local que seria totalmente diferente no ES, onde o cliente teria a opção de comprar roupas, jóias, comer, beber, e ainda fazer mini eventos.
Gente, quando eu fui conhecer o local, pensei: Isso é o Club de France?
Um local pequeno! Club para mim, seria como uma maison... Mas tudo bem, os sócios são ricos (é o que diziam),e para eles, não tinha importância, e sim trazer o diferencial.
O que vendia lá? Roupas caras! Inclusive, no final, estavam vendendo Armani.
Será que esses investidores não tem noção que quem tem dinheiro em Vitorinha, não gastam em lojas no Estado. As pessoas compram no exterior. Quem iria comprar no Club de France? As pessoas que gostariam de entrar no High Society, pessoas que acham que comprando lá, seriam um pouco mais importante, emergentes... E claro, o gasto não seria constante, porque essas pessoas geralmente não tem "glana" e vivem somente de aparência. Seria inevitável o fechamento.
Achei muito delicado da parte do Club de France enviar um comunidado, que partilho com vocês. Ao menos, este cuidado, eles tiveram até o fim:


Lendo a despedida, dá a entender que o Club seria algo passageiro "propositalmente". Coisa que eu não acredito, investir numa casa daquelas para durar tão pouco.

E o Spírito Jazz? A casa noturna que seria focada para os mais velhos... O que houve com ela? Uma casa bacana, diferente.... Mas nem preciso dizer muito: Fechou! Durou quanto tempo? Não mais que 3 anos....
E o que vai ser lá? O Club Royal do empresário Marcus Buaiz.
Aí, posso dizer: Cenas dos próximos capítulos. Desejo que seja sucesso e uma casa que chegue para ficar, pois estamos cansados na efemeridade que se instala no ES.


Querendo ou não, por mais que falem mal, a Blow Up é a casa que mais dura no ES. Desde quando me mudei para Vila Velha ela já existia, e detalhe: Vila Velha que geralmente TINHA o comércio bem inferior ao de Vitória, conseguir resistir ao tempo. Tudo bem que não é a boate de sucesso, mas ela não fechou suas portas e isso é uma conquista para poucos.

Uma casa noturna que está durando é a Casa Clube... Uma boate que enche nas noites de dia da semana em Vitória. E espero que continue! Por que dura? Porque sempre tem evento diferente, com alguma novidade, mesmo que pequena. O público do ES gosta que tragam pessoas de fora, sendo convidadas do Dj residente.
Ok, temos outros lugares que ainda existem, mas eu citei os lugares que tem burburinho. E tantos outros já fecharam. Portanto, tivemos mais lugares falidos que propriamente de sucesso.

O Multiplace Mais, dura há 10 anos, na cidade que só lota no verão. E há 10 anos é sucesso....
Como ter uma casa de sucesso? Aprendam: Invistam! Invistam em mídia, em shows, reformas, pessoas que fazem o diferencial...

Portanto, aprendam! Não é tão difícil assim entender o público capixaba. Eu não sou empresária e nem tenho tino para isso, e consigo perceber o que falta e que é necessário.
Se você é investidor, reflita para não continuar com a efemeridade no Espírito Santo.

(Agora, se for para fazer lavagem de dinheiro, que é bem comum no Estado.... Está tudo certo).

Beijo!

7 comentários:

Bruna Hott e Leão Magno disse...

UUUi! Essa é minha amiga!! ÓTIMO POST

Sucesso! Bjsss

Anônimo disse...

Concordo com tudo que falou!!! Eu nasci aqui, fui embora com 23 anos e voltei pra cá há 5 anos e vejo que nada mudou. Dá raiva, pq é só conversar com as pessoas que vc sabe o que rola no mercado... custa tanto se informar???
Adorei o post!!!
@nandacastilho

Allan Diego Brito disse...

O tema é extenso e rende dias de boteco e conversa. Acho que a divisão da culpa tem que ser feita entre os empresários e o público. O capixaba gosta de coisa boa, de qualidade, mas não gosta de pagar a mais por isso. Os lugares mais diferenciados sofrem com a escassez de público logo nos primeiros meses porque as pessoas enjoam rápido das coisas. As pessoas aqui gostam é de coisa fácil, ganhar ingresso sempre e ficar em área vip fazendo figuração.

Adriana Jenner disse...

Pois é, é um assunto que rende muita coisa mesmo. inclusive, rendeu muitos tweets, como por exemplo: hoteis,restaurantes e outras coisas mais. O publico capixaba gosta de pagar sim, fora do Estado.
Ha de convir, pq pagarei 10% no garçon no Habibi´s se o atendimento é um lixo?
nao pago aqui e nem fora, caso ache necessario.
Se ja sabem que as pessoas enjoam, porque nao traz atrativos?!
Ganhar ingresso em area vip tem em todos Estados, querido. Nao é coisa do capixaba nao.
A Disco vive lotada, e ha lista extensa de vips, q nem famosos sao.
portanto, nem toda sua conclusao é fato.
Digo a Disco, em SP, tem o Cafe de la Musique em Florianópolis. Olha q só to dizendo lugares caros e famosos. fora as outras....
Lista vip existe ate ANTES de qd a Alicinha era promoter do Scala, no Rio. kkkk E as casas noturnas sobrevivem com isso, faz parte da "logística".
Beijos

Allan Diego Brito disse...

Mas eu não critiquei o fato de haver distribuição de Vips ou cortesias. Isso acontece desde sempre, em todo lugar, e vai continuar existindo. O X da questão aqui é o capixaba, como se ele comporta. Por exemplo: você disse que o capixaba paga caro, mas fora do Estado. Isso não é um erro? Não é desvalorizar a sua cidade, a sua terra?

O capixaba sempre foi rigoroso e gostou das coisas boas, diferentes, mas mesmo quando há essas coisas diferentes ele abandona rápido. Alguns empresários vacilam mesmo, não proporcionam nada novo, mas acontece que mesmo quem proporciona acaba tendo dificuldades, uma hora ou outra. Você falou da Mahalo e é um bom exemplo. É uma casa que sempre trás gente diferente, Dj´s de fora, banda, está em um espaço diferente, mas que deve sofrer do mesmo problema em breve. Porquê? Porque é cara? Pode ser, mas o capixaba não paga caro lá fora também? Infelizmente esse é um problema cultural, de achar que a grama do vizinho é sempre mais verde e bonita.
Mas não adianta simplesmente criticar os usuários e sentir pena de quem investe. Concordo quando você diz que oferecer algo diferenciado é essencial. Enfim, a discussão é longa... difícil saber quem tem mais culpa... é torcer pras coisas irem se ajeitando, as pessoas se acostumando e os empresários se adaptando.

Adriana Jenner disse...

ah siimmm.... entao, o Mahalo foi o que mais veio com diferencial... só que, pelo que dizem, ao meu entender, eles nao tinham RESERVA... portanto, nao deu tempo de ter o retorno. Uma PENA mesmo....
pq empreendedor assim, ta dificil...
Agora, vamos ver com a Royal.
O pessoal do Mahalo paga caro e nao reclama nao... pelo menos, quem frequenta, nao reclama.
O club de france, por exemplo... ROUPAS SIM, capixaba ryco nao vai comprar roupa de marca aqui,e sim fora do país.
De qq maneira, torço para que as coisas deem certo.

Rita disse...

Adriana Boa tarde...Eu acho que o Mahalo fechou mesmo!!! Não tem mais programação, o site não abre e nenhum telefone de reserva atende.... Vc teria como confirmar isso???

Bjos

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